
Os sistemas tradicionais de desenvolvimento de carreira preveem uma trajetória clássica para que o profissional cresça dentro da empresa, seguindo uma sequência de cargos, rumo à liderança de equipes. Ou seja, o colaborador passa de analista a gerente e, depois, a diretor.
Contudo, também foi desenvolvida a carreira em W, que permite ao profissional manter suas especialidades, paralelamente a função de liderança. Esse conceito tenta suprir a necessidade das empresas de manter seus talentos, criando maneiras de recompensar os bons profissionais, de acordo com o perfil.
Assim, eles podem tornar seus processos mais eficientes por meio de equipes de alta performance e de profissionais devidamente alocados dentro de uma estrutura organizacional mais inteligente. Dessa forma é possível reter engenheiros, analistas e pesquisadores, permitindo a atuação técnica, em conjunto com a gestão de pessoas. Saiba mais sobre a carreira em W em nosso post de hoje:
O desenvolvimento profissional na carreira em W
Mesmo mantendo as atividades de especialista, um profissional que seja promovido a um cargo previsto na carreira em W, deve desenvolver competências comportamentais específicas de liderança, como:
- Equilíbrio emocional;
- Poder de negociação e persuasão;
- Capacidade de construir relacionamentos produtivos;
- Comunicação interpessoal;
- Escuta ativa;
- Resiliência e empatia.
Além disso, é preciso ter competências empresariais baseadas em um profundo conhecimento do negócio — como formação gerencial e tomada de decisões —, pois outras responsabilidades passam a fazer parte do cotidiano, como a busca por produtividade, a otimização dos processos e a redução de custos.
Nesse caso, é preciso lembrar que um dos desafios dos técnicos-gestores é adotar uma gestão estratégica e abrangente, com foco nos macro-objetivos da empresa.
Os diferenciais da carreira em W
A carreira em W é composta por uma série de elementos que garantem maior flexibilidade e versatilidade para as empresas e para os profissionais. Por isso, o perfil auto gerenciável é o mais adequado, pois esse colaborador é capaz de administrar sua rotina, dedicando atenção às tarefas técnicas e à liderança do time.
Por meio dos cargos de técnicos-gestores, é possível extrair o que há de melhor em cada profissional, potencializando talentos e habilidades, sem criar limitações ou restrições na atuação.
Esse modelo ainda está mais relacionado a gestão de projetos, no qual o gerente precisa ter grande conhecimento técnico, mas também deve administrar uma equipe durante o andamento do trabalho.
Porém, a carreira em W já está ganhando novos espaços, em operações contínuas. Assim, ela também fortalece uma cultura de inovação, rompendo alguns antigos paradigmas.
Os técnicos-gestores são orientados a resultados e além de serem bons planejadores, também são bons executores, o que dá uma outra dinâmica as tarefas diárias, através de mais agilidade na solução de problemas e mais qualidade as entregas.
O reconhecimento e a valorização
A carreira em W permite o reconhecimento de profissionais competentes, que não se encaixam na descrição do gestor tradicional. Assim, os conhecimentos técnicos e o know-how continuam sendo bem aproveitados, mas há também o desafio de conduzir equipes.
Além disso, as empresas podem oferecer novas políticas de remuneração, mais alinhadas a essa realidade, nivelando condições salariais e de benefícios entre todos os tipos de gestores, sem distinção.
Dessa forma, é possível estabelecer políticas efetivas de atração e retenção de talentos, considerando os mais diferentes perfis e a capacidade de agregar valor, de cada um deles. Assim, há impactos positivos em indicadores internos de satisfação e engajamento, pois o capital humano está sendo verdadeiramente valorizado.
O que você achou da carreira em W? Compartilhe conosco a sua opinião! Aproveita e visita em nosso blog e leia também o post “Como fazer um plano de carreira pessoal?”.